quinta-feira, março 31, 2011

Paula Wenke: Poça de sangue numa praça

Poesia não é guerra, é fé, luta
Poeta se dá, não há disputa.

Poesia é e não é poça de sangue numa praça
Nem é papel infestado de letras e de traça.

Poesia é vulva, é o cão? É vulcão.
Poesia é erupção, é febre, coração.

Poesia é ouro, manjar, sumo, o néctar, o vinho
Poesia não é, e é a pedra no meio do caminho.

Poesia não é briga de poder de senhores e escravos
Poesia é escrever, é ver a escória e transcender.
Poesia pode, não póda, não é moda, é modo.

É o nada que é tudo, é o tudo que não é o nodo, nódua, lodo
E é tudo isso também. Se é o mal, é o mal que é para o bem

E Amém.

Paula Wenke www.paulawenke.com

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